OTRAS
HISTORIAS

Carmen Giménez

Ganadora Concurso 55DSL

Cientos de personas sosteníamos una vela a las puertas de Graceland. Cuando el reloj marcó las doce de la noche, un silencio sepulcral se apoderó del Elvis Presley Boulevard

Javier Tles

Fotógrafo

Ha habido y habrá tantos momentos buenos en mi vida que recordar solo uno me parece injusto, así que casi prefiero recordar unos cuantos de los que conservo en la memoria.

Alena Kh

Intersexciones

Tengo que confesar que lo que a día de hoy me parece lo más bonito que me había podido pasar, aquel día fue todo un drama. Las experiencias que nos parecen traumáticas en su día, pueden seguir siéndolo, pero no podemos saberlo hasta que pasa el tiempo.
La verdad es que son muchos los momentos que me vienen a la cabeza, y es difícil elegir entre tantos. Sin embargo, he elegido 55 minutos un tanto particulares.

Nuno Gaia

Skater

Os 55 minutos mais loucos?! Bem, para mim não são bebedeirazitas e merdas, por isso nestes meus “55 minutos” descrevo uma viagem a Lisboa com o meu amigo Hugo Cruz onde passámos do 80 ao 8...
 
Chegados a Lisboa, dirigimo-nos para a Parede, onde ia haver um campeonato de skate. No final do campeonato, como eu não tinha onde ficar, tive de arranjar um sítio, e o que me valeu foi o meu patrocionador, que me pagou as despesas. Lá fui eu para um hotel, que foi o que consegui encontrar mais perto daquela zona. Não faltou nada, comemos e bebemos, descansámos porque no dia seguinte decorria a segunda parte do campeonato. Final do campeonato e fomos para o skateparque da Expo fazer horas à espera da camioneta para voltar para o Porto. Quando nos apercebemos já estava a ficar um pouco apertado de tempo e fomos o mais rápido possível para a estação... Por meio minuto perdemos o último transporte! Ainda o vimos sair, corremos atrás a ver se paravam, mas aquele semáforo… virou para verde no último instante. A partir daí foi do 80 para o 8...
 
Sem dinheiro a não ser para o transporte e pouco mais, tínhamos de fazer tempo e alguma coisa. Eu não podia skatar porque tinha partido a minha tábua e, como estávamos exaustos, resolvemos ver a que horas eram os próximos transportes. Sorte a nossa que eram na manhã do dia seguinte! Fizemos horas, deambulámos pela cidade. Começou a escurecer e começou a dar a fome também. Dinheiro era pouco e o frio também não ajudava muito.
 
O que nos salvou foram umas quantas barras de muesly que tínhamos sacado lá no campeonato e o nosso jantar foi esse, aliás, ainda hoje não as posso ver à frente!
 
Estava escuro, frio e não tínhamos onde dormir. Seguimos para a estação das camionetas onde ficámos a dormitar até que nos expulsaram porque iam fechar. Siga deambular ao frio por Lisboa! Encontrámos a porta de um prédio aberta e acabámos por ficar lá, no hall de entrada, que por sua vez era em mármore... Mas que bem que soube aquele mármore, porque o frio que fazia na rua era bem pior do que o das escadas. Lá aterrámos e a meio da noite uma rapariga entrou no prédio, acordámos, pedimos desculpa e explicámos a situação. Entretanto, aquilo que parecia uma boa ideia resultou numa grande discussão, só não sabemos se foi porque a rapariga chegou tarde a casa, se por nossa causa, e antes de descobrir resolvemos fugir. O quarteirão já parecia o bairro lá perto de casa e aquelas barritas de muesly, lá desciam porque a fome era muita. Ainda pensámos voltar às nossas escadas quentinhas de mármore, mas a porta do prédio desta vez estava fechada. Ficámos ali às voltas, a ver as vistas daquele “belo” quarteirão lisboeta e a tentar aquecer. Finalmente amanheceu e corremos para o tasco mais próximo para comer qualquer coisa e aquecer. Àquela hora já havia uns velhotes da zona a mandar uns shots de bagaço, mas às sete da matina aquilo era demasiado até para nós, e ficámo-nos pela bica como lá lhe chamam. Aquecidos e acordados, lá fomos nós para a paragem das camionetas e lá voltámos para o Porto. Agora a versão já foi outra, do 8 para o 80!