
Nuno Gaia
Skater
Os 55 minutos mais loucos?! Bem, para mim não são bebedeirazitas e merdas, por isso nestes meus “55 minutos” descrevo uma viagem a Lisboa com o meu amigo Hugo Cruz onde passámos do 80 ao 8...
Chegados a Lisboa, dirigimo-nos para a Parede, onde ia haver um campeonato de skate. No final do campeonato, como eu não tinha onde ficar, tive de arranjar um sítio, e o que me valeu foi o meu patrocionador, que me pagou as despesas. Lá fui eu para um hotel, que foi o que consegui encontrar mais perto daquela zona. Não faltou nada, comemos e bebemos, descansámos porque no dia seguinte decorria a segunda parte do campeonato. Final do campeonato e fomos para o skateparque da Expo fazer horas à espera da camioneta para voltar para o Porto. Quando nos apercebemos já estava a ficar um pouco apertado de tempo e fomos o mais rápido possível para a estação... Por meio minuto perdemos o último transporte! Ainda o vimos sair, corremos atrás a ver se paravam, mas aquele semáforo… virou para verde no último instante. A partir daí foi do 80 para o 8...
Sem dinheiro a não ser para o transporte e pouco mais, tínhamos de fazer tempo e alguma coisa. Eu não podia skatar porque tinha partido a minha tábua e, como estávamos exaustos, resolvemos ver a que horas eram os próximos transportes. Sorte a nossa que eram na manhã do dia seguinte! Fizemos horas, deambulámos pela cidade. Começou a escurecer e começou a dar a fome também. Dinheiro era pouco e o frio também não ajudava muito.
O que nos salvou foram umas quantas barras de muesly que tínhamos sacado lá no campeonato e o nosso jantar foi esse, aliás, ainda hoje não as posso ver à frente!
Estava escuro, frio e não tínhamos onde dormir. Seguimos para a estação das camionetas onde ficámos a dormitar até que nos expulsaram porque iam fechar. Siga deambular ao frio por Lisboa! Encontrámos a porta de um prédio aberta e acabámos por ficar lá, no hall de entrada, que por sua vez era em mármore... Mas que bem que soube aquele mármore, porque o frio que fazia na rua era bem pior do que o das escadas. Lá aterrámos e a meio da noite uma rapariga entrou no prédio, acordámos, pedimos desculpa e explicámos a situação. Entretanto, aquilo que parecia uma boa ideia resultou numa grande discussão, só não sabemos se foi porque a rapariga chegou tarde a casa, se por nossa causa, e antes de descobrir resolvemos fugir. O quarteirão já parecia o bairro lá perto de casa e aquelas barritas de muesly, lá desciam porque a fome era muita. Ainda pensámos voltar às nossas escadas quentinhas de mármore, mas a porta do prédio desta vez estava fechada. Ficámos ali às voltas, a ver as vistas daquele “belo” quarteirão lisboeta e a tentar aquecer. Finalmente amanheceu e corremos para o tasco mais próximo para comer qualquer coisa e aquecer. Àquela hora já havia uns velhotes da zona a mandar uns shots de bagaço, mas às sete da matina aquilo era demasiado até para nós, e ficámo-nos pela bica como lá lhe chamam. Aquecidos e acordados, lá fomos nós para a paragem das camionetas e lá voltámos para o Porto. Agora a versão já foi outra, do 8 para o 80!
Chegados a Lisboa, dirigimo-nos para a Parede, onde ia haver um campeonato de skate. No final do campeonato, como eu não tinha onde ficar, tive de arranjar um sítio, e o que me valeu foi o meu patrocionador, que me pagou as despesas. Lá fui eu para um hotel, que foi o que consegui encontrar mais perto daquela zona. Não faltou nada, comemos e bebemos, descansámos porque no dia seguinte decorria a segunda parte do campeonato. Final do campeonato e fomos para o skateparque da Expo fazer horas à espera da camioneta para voltar para o Porto. Quando nos apercebemos já estava a ficar um pouco apertado de tempo e fomos o mais rápido possível para a estação... Por meio minuto perdemos o último transporte! Ainda o vimos sair, corremos atrás a ver se paravam, mas aquele semáforo… virou para verde no último instante. A partir daí foi do 80 para o 8...
Sem dinheiro a não ser para o transporte e pouco mais, tínhamos de fazer tempo e alguma coisa. Eu não podia skatar porque tinha partido a minha tábua e, como estávamos exaustos, resolvemos ver a que horas eram os próximos transportes. Sorte a nossa que eram na manhã do dia seguinte! Fizemos horas, deambulámos pela cidade. Começou a escurecer e começou a dar a fome também. Dinheiro era pouco e o frio também não ajudava muito.
O que nos salvou foram umas quantas barras de muesly que tínhamos sacado lá no campeonato e o nosso jantar foi esse, aliás, ainda hoje não as posso ver à frente!
Estava escuro, frio e não tínhamos onde dormir. Seguimos para a estação das camionetas onde ficámos a dormitar até que nos expulsaram porque iam fechar. Siga deambular ao frio por Lisboa! Encontrámos a porta de um prédio aberta e acabámos por ficar lá, no hall de entrada, que por sua vez era em mármore... Mas que bem que soube aquele mármore, porque o frio que fazia na rua era bem pior do que o das escadas. Lá aterrámos e a meio da noite uma rapariga entrou no prédio, acordámos, pedimos desculpa e explicámos a situação. Entretanto, aquilo que parecia uma boa ideia resultou numa grande discussão, só não sabemos se foi porque a rapariga chegou tarde a casa, se por nossa causa, e antes de descobrir resolvemos fugir. O quarteirão já parecia o bairro lá perto de casa e aquelas barritas de muesly, lá desciam porque a fome era muita. Ainda pensámos voltar às nossas escadas quentinhas de mármore, mas a porta do prédio desta vez estava fechada. Ficámos ali às voltas, a ver as vistas daquele “belo” quarteirão lisboeta e a tentar aquecer. Finalmente amanheceu e corremos para o tasco mais próximo para comer qualquer coisa e aquecer. Àquela hora já havia uns velhotes da zona a mandar uns shots de bagaço, mas às sete da matina aquilo era demasiado até para nós, e ficámo-nos pela bica como lá lhe chamam. Aquecidos e acordados, lá fomos nós para a paragem das camionetas e lá voltámos para o Porto. Agora a versão já foi outra, do 8 para o 80!







